O seu corpo não é mais seu
A sua cultura não é mais sua
Eles arrancaram pele por pele
Deixaram só os ossos
Modificaram os ossos
Tiraram algumas costelas
Colocaram uma nova carne
E uma nova pele
Retiraram suas pinturas no rosto
Deixaram seu semblante ordinário
Afilaram seu nariz
Trocaram sua sobrancelha
Eles esticaram seu rosto
Te obrigaram a sorrir
Puxaram mais
E você agora ri feito idiota
A sua tradição foi corrompida
O traço de seu povo foi manipulado
Eles te impediram de ser diferente
Roubaram você de si
Afirmaram clarear sua mente
Clarearam apenas o pigmento do seu dente
Transformaram você em robô
E aprisionaram seus sentidos
Cegaram sua voz
Emudeceram seu olfato
Impossibilitaram os seus ouvidos a cheirar
Tornaram inaudíveis seus olhos
Eles trancafiaram você
Te isolaram para dominar
Isso aguçou seus pensamentos
E você se tornou um mal
Você resgatou seus cabelos
Você rachou o capacete (que te deixava no escuro)
Você redesenhou seu semblante
Você recuperou seu corpo
sexta-feira, 28 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Receita de performance e poesia
Adicione:
papel adesivo
cabelos despenteados
fotos sucessivas
seu rosto
e uma boa pitada de subjetividade
E então, teremos uma performance e um texto sem falas.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Fumaça e chuva
Porque era dia de chuva também era dia de fumaça.
Acordaram todos tossindo, com suas baforadas fantasmagóricas. Mas era dia de chuva e o engasgo foi esquecido para vir o momento de contemplação.
Há dias que um ovo cozido com sua gema exposta queimava no alto e queimava aqui em baixo. E quando você acorda com seu quarto mais úmido que de costume e com aquela sensação que só a chuva pode proporcionar, esquece de dar seus xingamentos matinais ao calor e sorri com um gosto molhado. Então era dia de abrir a janela, de ler, escrever, assistir filmes ou simplesmente permanecer na cama, com os olhos vidrados no infinito.
A chuva volta a cair, você se senta na janela e aproveita aquele vento carregado de gotículas d'água, a serenata começa quando o músico distensiona a 6ª corda do violão - apenas isso, sem acordes - então escuta-se reverberando o som grave do trovões; dançando nas nuvens como bailarinos de luz, os relâmpagos contorcem-se pelo ar com suavidade e selvageria. Então o espetáculo acaba, os aplausos que sucedem são as pancadas ocas que a chuva provoca no cimento do asfalto. Muitos ainda estão petrificados pela apresentação majestosa, com milhões de ideias na cabeça , aturdidos e ao mesmo tempo plenos.
O frenesi de depois do espetáculo, onde os artistas recebem flores, cumprimentos e elogios vai cessando aos poucos. Você, ainda em sua janela, estende os braços e forma concha com ambas as mãos, unindo-as pelos pulsos tentando captar a vibração dos bailarinos luminosos. Mas desiste, tamanha é sua pretensão. Pula da janela e joga-se na cama sentindo o que resta da umidade - já quase dissipada pela janela exposta que é rasgada por pequenos raios.
Agora você anda na rua carregando uma sacola com uma bola murcha da tonalidade da sinalização. E a sacola, pendendo da sua mão como uma ramificação - ou quem sabe extensão - vai balançando e provocando ondinhas de vento que batem discretas na sua perna. Você quase se imagina saltitando pelos paralelepípedos e poças. Quando chega na borracharia, após longos minutos de espera, descobre não haver o pino pra dar vida a sua bola desmaiada, então retornas.
Um jovem que tem quase a sua idade e não mais a do seu irmão está agachado - ou conforme os tempos da infância, nas brincadeiras de pega-cocorô - o jovem estava acocorado agitando seu cigarro com uma lentidão digna de um filme em que se mostra uma esquiva. Naquele momento até você pareceu reduzir os passos e pareceu encarar o jovem que tampouco se importava com sua pertubação de reflexão. A mão parecia estar engatada numa corda ao cigarro que puxava-a magneticamente até a boca como se fosse a única coisa com metabolismo naquele sistema carne-tabaco. E então na vagarosidade de um dia de chuva, mirando algo que estava além das visões externas, mirando uma paisagem de ideias invisíveis, acocorado, o jovem deixava a fumaça sair da boca com a mesma lentidão, formando os desenhos que haviam na sua mente.
Admita que depois desse dia você tornou-se um obcecado pelo movimento da fumaça na boca de um indivíduo qualquer, até porque você retornou pra casa com sua bola extravagante (e digna de pena pelo estado inerte) observando todos os fumantes.
Porque era dia de chuva e (como dito) também era dia de fumaça. Vários corpos - todos sugados pelo tempo - levavam as mãos a boca como em uma coreografia sincronizada, levando aos céus a fumaça para que o ajudassem no dia nublado, para que então, nunca se encerrasse. Camadas e camadas de neblina misturada à fumaça para garantir o prazer de um dia de chuva. Sorrisos embaçados por fumaça.
E à noite, em seu leito, compartilhando da intimidade com você, a chuva despeja feroz seus gritos de prazer envolvendo-o em uma água febril e nem por isso menos doce. Rasgando-lhe com ventos mordazes a puxar seus cabelos para o alto e a estufar suas vestes, atacando-lhe com cinturões grossos de chuva, deixando marcas em seu rosto. Escorrendo água por dentro de suas roupas, atingindo-lhe as cuecas, escorrendo água por dentro de seu corpo.
Levante a cabeça minha menina, feche os olhos meu rapaz. E sinta a chuva açoitá-lo com ternura e beijar-lhe o pescoço arrepiado. Apagando de entre seus dedos o cigarro aceso.
Acordaram todos tossindo, com suas baforadas fantasmagóricas. Mas era dia de chuva e o engasgo foi esquecido para vir o momento de contemplação.
Há dias que um ovo cozido com sua gema exposta queimava no alto e queimava aqui em baixo. E quando você acorda com seu quarto mais úmido que de costume e com aquela sensação que só a chuva pode proporcionar, esquece de dar seus xingamentos matinais ao calor e sorri com um gosto molhado. Então era dia de abrir a janela, de ler, escrever, assistir filmes ou simplesmente permanecer na cama, com os olhos vidrados no infinito.
A chuva volta a cair, você se senta na janela e aproveita aquele vento carregado de gotículas d'água, a serenata começa quando o músico distensiona a 6ª corda do violão - apenas isso, sem acordes - então escuta-se reverberando o som grave do trovões; dançando nas nuvens como bailarinos de luz, os relâmpagos contorcem-se pelo ar com suavidade e selvageria. Então o espetáculo acaba, os aplausos que sucedem são as pancadas ocas que a chuva provoca no cimento do asfalto. Muitos ainda estão petrificados pela apresentação majestosa, com milhões de ideias na cabeça , aturdidos e ao mesmo tempo plenos.
O frenesi de depois do espetáculo, onde os artistas recebem flores, cumprimentos e elogios vai cessando aos poucos. Você, ainda em sua janela, estende os braços e forma concha com ambas as mãos, unindo-as pelos pulsos tentando captar a vibração dos bailarinos luminosos. Mas desiste, tamanha é sua pretensão. Pula da janela e joga-se na cama sentindo o que resta da umidade - já quase dissipada pela janela exposta que é rasgada por pequenos raios.
Agora você anda na rua carregando uma sacola com uma bola murcha da tonalidade da sinalização. E a sacola, pendendo da sua mão como uma ramificação - ou quem sabe extensão - vai balançando e provocando ondinhas de vento que batem discretas na sua perna. Você quase se imagina saltitando pelos paralelepípedos e poças. Quando chega na borracharia, após longos minutos de espera, descobre não haver o pino pra dar vida a sua bola desmaiada, então retornas.
Um jovem que tem quase a sua idade e não mais a do seu irmão está agachado - ou conforme os tempos da infância, nas brincadeiras de pega-cocorô - o jovem estava acocorado agitando seu cigarro com uma lentidão digna de um filme em que se mostra uma esquiva. Naquele momento até você pareceu reduzir os passos e pareceu encarar o jovem que tampouco se importava com sua pertubação de reflexão. A mão parecia estar engatada numa corda ao cigarro que puxava-a magneticamente até a boca como se fosse a única coisa com metabolismo naquele sistema carne-tabaco. E então na vagarosidade de um dia de chuva, mirando algo que estava além das visões externas, mirando uma paisagem de ideias invisíveis, acocorado, o jovem deixava a fumaça sair da boca com a mesma lentidão, formando os desenhos que haviam na sua mente.
Admita que depois desse dia você tornou-se um obcecado pelo movimento da fumaça na boca de um indivíduo qualquer, até porque você retornou pra casa com sua bola extravagante (e digna de pena pelo estado inerte) observando todos os fumantes.
Porque era dia de chuva e (como dito) também era dia de fumaça. Vários corpos - todos sugados pelo tempo - levavam as mãos a boca como em uma coreografia sincronizada, levando aos céus a fumaça para que o ajudassem no dia nublado, para que então, nunca se encerrasse. Camadas e camadas de neblina misturada à fumaça para garantir o prazer de um dia de chuva. Sorrisos embaçados por fumaça.
E à noite, em seu leito, compartilhando da intimidade com você, a chuva despeja feroz seus gritos de prazer envolvendo-o em uma água febril e nem por isso menos doce. Rasgando-lhe com ventos mordazes a puxar seus cabelos para o alto e a estufar suas vestes, atacando-lhe com cinturões grossos de chuva, deixando marcas em seu rosto. Escorrendo água por dentro de suas roupas, atingindo-lhe as cuecas, escorrendo água por dentro de seu corpo.
Levante a cabeça minha menina, feche os olhos meu rapaz. E sinta a chuva açoitá-lo com ternura e beijar-lhe o pescoço arrepiado. Apagando de entre seus dedos o cigarro aceso.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
No balanço do mar...
Às vezes eu tenho medo, até receio. Uma coisa que forçou
passagem pra dentro de mim, esmagou o esterno e se alojou no coração. Essas
nuvens de ideias, essas cores que ziguezagueiam em feixes de luz. Eu tremo no
peito quando sinto o beijo do mar em meus dedos. É uma saudade que desperta
como se as ondas um dia houvessem balançado meu berço e me afogado em pureza. O
branco da espuma que gira, e gira... uma grande criança que rodopia pra ver o
céu lhe abraçar. Eu tenho esse medo que não possa haver retorno. Por isso eu
molho minha testa, molho meu peito com uma garrafa de água mineral porque é o
mais perto de te tocar. E espero a chuva que de outro jeito te traz pros meus
cabelos e me deixa beber o teu gosto.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Colar vivo
Não faz muito tempo que eu tinha um colar vivo. Uma espécie
única, infértil, que não seria novamente obtida nem por cruzamentos entre
espécies diferentes; foi um acontecimento exclusivo que não voltará a ocorrer.
Pela primeira vez – ou pelo menos uma das poucas vezes em que consegui
reconhecer – tive sorte. A Sorte que seleciona os indivíduos para uma
experiência inusitada. Experiências não se repetem. Porque uma experiência só
torna-se tal por causa dos valores que (não que sejam
adquiridos, mas que) ressurgem da lama seca. E cada experiência carrega seus
fragmentos substancialmente únicos de lama.
Eu não poderia denominá-lo de outra forma que não vivo. Esse
colar acompanhava as descidas e subidas da minha caixa torácica e tremia
próximo ao esterno como se ele próprio respirasse e pulsasse. O colar-vivo me
alimentava todas as vezes que olhava para a Lua e respirava fundo, captava toda
a energia que circundava o arredor naquelas
horas, e até poderia pensar que o ambiente tinha as luzes das lâmpadas
fraquejando, isso se não estivesse sentindo uma vibração interna estranha. Um
antígeno invadindo a coisa que existe por baixo do carbono do meu corpo.
Mas então a tampa abriu-se. E o pó, que causava espasmos
sutis e desregulava as sístoles e diástoles, misturou-se ao pó arenoso de uma
praia noturna que sugou a energia do frasco vivo com sua boca de brisa.
Da próxima vez que andei, os ossos viraram farelo e correram
para unir-se à mistura de cristais. A camada permeável, porém estufa – que não
deixava que nada de dentro destruísse a proteção ou saísse e se revelasse ao
mundo – explodiu em pedaços invisíveis que colaram em outras pessoas queimando
uns e perfurando outros. O estômago congestionado de agonia pulou para fora
como se sempre houvesse abertura na barriga. O corpo todo estatelou-se abafado
na areia, ficou deitado até o amanhecer, até o ápice do dia, se liquefazendo.
Derretido pelo Sol e por tudo aquilo que guardou na sua estufa e que era resfriada
pelo colar-vivo.
Não faz muito tempo que eu tinha um colar vivo. Não faz
muito tempo que das minhas vísceras brotou a semente de uma criatura deplorável e quebradiça.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Venda de excrementos
Uma varredura foi feita no céu, eliminaram-se nuvens, limpou-se o terreno. Não havia mais nada por perto, apenas pessoas e paisagens. A criatura visualizou o ápice da caixa do mundo: o manto inalcançável. Uma venda amarrou-se aos seus olhos, carregada pelo vento. A escuridão tomou-a, mas uma escuridão anil, o mais puro azul que constitui as cores primárias.
O azul sem nuvens que obscurece a imaginação.
A criatura foi presa em seu subconsciente, desesperada para saber o que ocorria ao seu redor, regurgitada da realidade. Criando situações, criando gráficos ao seu entorno.
Subitamente raízes rasgaram o chão chicoteando a pele exposta da criatura. Soltaram-se as estruturas, desconstruiu-se as certezas. A criatura permaneceu vagando em seu abismo azul. O mundo decompunha-se em excrementos. Larvas de ureia expeliam seres encefálicos com corações de nitrato, pensamentos de restos.
Puseram-na em um pau-de-arara sem que tocasse no habitat ignóbil. Pensou estar circundada pela vida, mas era a morte que rondava sua existência. Pensou em mudança, perguntou e não escutou a resposta.
O som perdeu-se ao mergulhar no vácuo.
Esmagaram-lhe a face, trucidaram sua garganta. Respirava e emitia sons como um invertebrado. Derretia-se aos avessos, não encontrando sua natureza; fugindo dela.
Escorria pelo casco como vômito, ou como veneno - corroendo os sentimentos.
Perdeu-se na solidão daquele mundo desgastado (tanto quanto a criatura). Os olhos enxergavam apenas uma imagem, um destino. As vendas nunca caíram-lhe da face e permaneceu, a criatura, espalhada ao chão, seus fluidos evaporando.
A criatura ligou-se à terra, acomodou-se a ela, virou mesmo elemento.
Transformou-se em uma criatura coprófila.
Apenas criatura.
O azul sem nuvens que obscurece a imaginação.
A criatura foi presa em seu subconsciente, desesperada para saber o que ocorria ao seu redor, regurgitada da realidade. Criando situações, criando gráficos ao seu entorno.
Subitamente raízes rasgaram o chão chicoteando a pele exposta da criatura. Soltaram-se as estruturas, desconstruiu-se as certezas. A criatura permaneceu vagando em seu abismo azul. O mundo decompunha-se em excrementos. Larvas de ureia expeliam seres encefálicos com corações de nitrato, pensamentos de restos.
Puseram-na em um pau-de-arara sem que tocasse no habitat ignóbil. Pensou estar circundada pela vida, mas era a morte que rondava sua existência. Pensou em mudança, perguntou e não escutou a resposta.
O som perdeu-se ao mergulhar no vácuo.
Esmagaram-lhe a face, trucidaram sua garganta. Respirava e emitia sons como um invertebrado. Derretia-se aos avessos, não encontrando sua natureza; fugindo dela.
Escorria pelo casco como vômito, ou como veneno - corroendo os sentimentos.
Perdeu-se na solidão daquele mundo desgastado (tanto quanto a criatura). Os olhos enxergavam apenas uma imagem, um destino. As vendas nunca caíram-lhe da face e permaneceu, a criatura, espalhada ao chão, seus fluidos evaporando.
A criatura ligou-se à terra, acomodou-se a ela, virou mesmo elemento.
Transformou-se em uma criatura coprófila.
Apenas criatura.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Planta de poste
Um lampejo – próximo a isso. Qual nome dar a
uma faísca que surge e esvai em milissegundos? O resultado de um desfibrilador
defeituoso e um organismo fraco. Um estrondo no vácuo. Tão encantador quanto
falso. A inexistência de algo. O nada. A indiferença em seu fulgor absoluto.
Uma planta nasceu em um poste. Planta-concreto, planta-vazio. Crescerá da forma que cresce a indiferença, murchará da mesma forma... Formas que murcham. Não fará nada, apenas permanecerá. Permanecerá com fios desencapados a chicoteá-la, a reanimar com choques brutos, porém doces para seu estado inerte.
Uma planta-concreto não tem alma, tem ar, pois o ar torna sua carcaça fina; a torna barro. E barro desmancha, barro endurece.
Uma planta nasceu em um poste. Planta-concreto, planta-vazio. Crescerá da forma que cresce a indiferença, murchará da mesma forma... Formas que murcham. Não fará nada, apenas permanecerá. Permanecerá com fios desencapados a chicoteá-la, a reanimar com choques brutos, porém doces para seu estado inerte.
Uma planta-concreto não tem alma, tem ar, pois o ar torna sua carcaça fina; a torna barro. E barro desmancha, barro endurece.
Então uma nova faísca, o retorno do orgânico. O
desfibrilador suando, uma moeda girando, o ar se expandindo.
Crac. Foi o som do âmago. Algo reluziu. Uma corrente conseguiu se alojar no vazio, forneceu calor e realizou um curto. Forte rajada propagou-se no antigo oco e não destruiu as paredes do pseudo barro. Não, o ar englobou a planta-concreto que tossiu.
Crac. Foi o som do âmago. Algo reluziu. Uma corrente conseguiu se alojar no vazio, forneceu calor e realizou um curto. Forte rajada propagou-se no antigo oco e não destruiu as paredes do pseudo barro. Não, o ar englobou a planta-concreto que tossiu.
A tosse dos sentidos.
Englobou uma planta morta que havia transferido a memória para o núcleo. Único bem. O sentimento de nada atormenta e massacra.
Havia um palito e havia um cordão.
O cordão enlaçou o ar, o palito torturou a bolha e julgou-a a criar resistência.
Englobou uma planta morta que havia transferido a memória para o núcleo. Único bem. O sentimento de nada atormenta e massacra.
Havia um palito e havia um cordão.
O cordão enlaçou o ar, o palito torturou a bolha e julgou-a a criar resistência.
Resistência, nada e indiferença.
Sequer restou a coçada de costas para a planta sem membros.
Sequer restou a coçada de costas para a planta sem membros.
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